Retrato de Um AMOR confuso…
Deixo para trás todo o problema do título e passo logo para o conteúdo com medo de perder tudo que tinha decidido escrever. Pois o que eu vou escrever não é de todo história, é sem dúvida uma realidade que poucos conhecem. Apenas uma pessoa como poderia ter a falta de estatura para dar à luz algo como isto… dar uma visão da falta de qualquer coisa.
Ao longo da minha vida, sobre tudo evidenciado nos últimos anos, tem me feito notar que falta de facto algo na minha vida que está vazia… vazia de tudo, mas principalmente de sentimentos bons… maus, já estou farto. Quando penso neles, penso que sou um embriagado que não sabe o que está a fazer… e assim perco o fio à miada e deixo que o meu raciocínio deixe de ter mão no que quero dizer, no que eu quero pensar e no que de facto sinto. Confusões atrás de confusões vêm me dando todos os males do mundo… e eu apenas sei fechar todo o meu sofrimento, sem que este deixe vá parar a ouvidos que não querem saber disso para nada ou pior… que este se torne ponto fraco de uma pessoa que está muito debilitada…
Cada história tem um início empolgante e elegante… nada parece ser real, nada parece ficção, nada… mesmo nada… toma uma aparência de verdade conveniente, de desejada… passado isso vem em força o que mais destrói, mas também o que pode salvar… o medo; esse mesmo ser dá voltas ao estômago por pouca coisa… a percepção de uma mentira ou de uma verdade inconveniente é de facto motivo para… que se queira por as coisas em pratos limpos… e não ficar numa paisagem enublada à espera de D. Sebastião. Então passa-se à acção… e por momentos, deixa-se as coisas paradas, sem barulho, sem movimento… volta-se a insistir, mas nada… voltamos outra vez… e aí aparece algo que se poderia chamar de tempestade, algo que arrasa com tudo… não deixando nada em pé para contar algo… cria-se assim um cenário de morte e de fim… cria-se um cenário que leva tudo ao desespero e quem sabe… ao suicídio…
Essa fase é sem dúvida algo de perigoso e sem grandes possibilidades de retorno… e quem sabe, algo com junção de vontade para navegar nesse sentido… já que me levaste tudo, porque não me levas a mim? À espera de rir-te da minha desgraça? Ou pura falta de atenção? Possivelmente um pouco dos dois… contudo há de falta algo: A introdução de mais uma confusão ao baile…
A minha pessoa tem uma facilidade de criar macaquinhos que não se consegue perceber nada… em primeiro, faço algo de muito estúpido que é deixar-me levar por uma mentira… mente-se a torto e a direito e depois quem sofre as consequências são os outros… como de facto aconteceu… deixei-me levar por alguém que afirmou com todas as letras que não tinha ninguém, quando isso era mentira… e eu, feito que nem um palhaço, deixo o vento levar-me para longe de terra firme em busca de um tesouro… contudo esse mesmo arzinho virou furacão e fez-me embater contra uma costa rochosa que não tem mínima vida… até que um navio passou por aí e recolheu a minha alma… aqueceu-a, e deu-lhe algum conforto. Agradecida pelo acto, conta o que de facto aconteceu… a marinheira que ouviu essa narrativa ficou sem reacção… então manteve o conforto até que de repente a máquina avariou. Eu, com algum conhecimento em mecânica tentei compor… antes que lá chegasse já estava de novo em marcha… deixou a mágoa em mim por não ter feito nada… e aí criou-se um sentimento de perda de algo. Contudo uma luz que apareceu… acho que foi o que me distraiu de tudo… e essa dizia algo que não conseguia decifrar… estava tão destorcida que não conseguia avaliar o que estava a ser dito… depois desapareceu e veio aos meus olhos imagens do espaço… do universo… então era mentira… mas tenho saudade dessa mentira, da possibilidade de ser amado… de poder ter alguém que goste de mim pelo que sou… poder gostar dessa pessoa como nunca tinha amado ninguém… tenho saudades de uma pessoa que me deixou na realidade mas que se esqueceu que sozinho eu vou me perder… digo ou não que estou no meio do nada e que tenho a sensação que vou morrer assim? A minha reacção para asneira seria de dizer… mas já estou cansado de fazer asneira… e tenho medo de perder o pouco que tenho vindo a conquistar. Sentir com a alma é de facto algo de muito difícil de compreender e isso não sei… não consigo… demasiado desgostos seguidos não levam a lado nenhum e deixa qualquer um à borda do abismo…

Do Melhor
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