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AGORA SEI O QUE SENTE UM POETA...
É assim que eu me sinto depois de sentir como se um camião tivesse passado por cima de mim...

22/11/2008 GMT 1

Encontrei- te... Falta saber se és mesmo tu...

tonycarvalho @ 21:30

Um dia foi a um local onde não costumo ir... onde não costumo entrar de medo de sair sem nada do que eu procuro...
O medo está sempre ao meu lado... mas eu sentia-me só, estava a sofrer da solidão. Não tenho ninguém e ningém me vê como sou e como estou... será normal? De facto sim, sem dúvida porque muitos sofrem da solidão e não admite que precisam de serem amados... eu admito. De nada serve? Até pode ser verdade... mas pelo menos sou sincero com a vida... comigo. Posso exagerar na forma como falo mas já faz oito anos que estou assim... Se todos fogem a isso, se todos preferem esconder o que se passa, o que sentem e o que vivem... eu não. Sou a voz da mudança, serei quem dirá sempre o que sente... mesmo que isso seja algo que alguém queira fazer esquecer, que alguém queira destruir...
Contudo tentei a minha sorte, tentei a ver se arranjava um momento de conversa... só isso. Falei contigo durante um tempo... falei contigo e deu para ver que estavas magoada. Tentei fazer de tudo para que te sentisses aconchegada... em resumo, Amei-tede verdade. E foi o que me fez escrever o seguinte:

"Ao tentar amar-te, acarinhar-te e fazer sentir-te importante... acabei por me sentir amado e aconchegado... mesmo que isso não passou de contacto virtual... agora sinto um pouco a tua falta... tenho saudade desses momentos em que falavamos mesmo que não seja para nada dizer... nada comentar... era uma ligação que havia e que não queria perder, mas pelo que vejo, perdi... Tenho saudades tuas... Não sei porquê mas... fica a pergunta no ar."

Com este texto não quero adiantar nada, não quero criar uma ideia... contudo acho que apaixonei-mepor uma pessoa que não passou de virtual... que não passou de uma presença ausente... e não sei se é isso. Aliás não sei se é paixão, se é amor ou se é apenas resultado de tudo o que vivi... de tudo o que senti falta até agora... não sei... mas mais do que isso não sei é apenas uma fase de transição...
O que entendo por fase de transição pode ser vista como uma adaptação a um cenário que se pode tornar real... não sei e sendo assim fica a dúvida no ar...
Se algum leitor tiver resposta a essa dúvida... ou pelo menos uma possível resposta... deixo a hipótese de escrever um comentário...

Tony Carvalho

13/05/2008 GMT 1

Conta-me o que é feito de ti...

tonycarvalho @ 15:04

Perdi o teu rasto...
Desde de sempre que me afasto
do facto de teres ido embora por minha causa...
não sei o que isso te causa
mas a mim,
para mim,
em mim...
É o fim...

Por isso te peço que me digas...

O que é feito de ti...
Nem só as palavras falam por si...
Nem sempre o que se vê é o que vi...
A única verdade que ficou é que estou com saudades tuas.
Ando perdido pelas ruas
à tua procura...
em busca da minha cura...

Por isso te peço que me digas...

O que é feito de ti...
Não me mintas...
Não digas o que não sintas...
Não finjas...
Se estás bem ainda bem para ti...
Ao contrário não se deixa as coisas assim... muda-se por ti...

Apenas...
Conta-me o que é feito de ti...

Tony Carvalho

Não percebo... Não quero perceber...

tonycarvalho @ 11:17

Escondo-me de uma realidade, ou será ela que se molda ao meu olhar? Serei eu quem não percebe, ou serei eu quem não quer perceber que algo mudou? Aproxima-se algo que me mete medo e que ao mesmo tempo é um desafio... aproxima-se talvés alguém... ou será uma ilusão que eu quero ver realizada? Não sei, parece que para isso tornei-me cego... Ou será que não...
Paro um pouco e e tento ouvir alguma coisa, uma delas tem de ser o meu coração. Tenho de decifrar aquilo que ele diz... Tenho de perceber...
Deposi deste passo tenho de pensar naquilo que eu quero de facto... mas não será deixar passar demasiado tempo? E se tudo acaba antes de começar? Ajuda é palavra de ordem... alguém a pode enviar? Será isso possível? Gostaria que sim afinal não tenho jeito para estas coisas! Não nasci ensinado, no máximo sou apenas um ser com alguma inteligência... uma verdade verdadeira para realçar uma pequena verdade... Continua-se então assim duvidando, lamentando talvés a falta de iniciativa... por mais razões que haja para isso, nada explica... nada deveria ser aceite... e continua-se...
Tudo isto é um processo que é pouco racional, pouco razoável e que em nada se tem uma garantia... Garante-se apenas que no caso positivo é algo de único... no caso de negativo, morre-se aos poucos até ao momento de renascer... é assim... e renasce-se com uma nova força e vontade de vencer, mas até lá... um longo caminho tem de ser percorrido... é assim... e assim duvido que a faísca caia na direcção certa... é sempre assim e parece não mudar...
Mudo de parágrafo para limpar a imagem imatura do anterior a ver se há um crescimento de última hora... agora... nã? E então agora? Também não? E agora, o que eu faço? Volto ao anterior? Bolas... Tudo por nada? não poder ser... volto a mudar... não desisto na minha escrita, já que no resto não demonstro grande avanço... O que será preciso para tal? Não sei...
Mudo então outra vez de parágrafo sem a certeza de nada... mas tento uma luta... há que lutar... lutar e lutar... duro de preferÊncia... tem de ser assim... e nada muda isso... embora sabendo que tenho medo... medo de que tudo volte ao que era antes... ao que era... ao passado... isso não pode ser... e farei o possível para que tal não aconteça... é a minha forma de viver... nada acontecer duas vezes seguidas (talvés mais!) Mas já agora como a que se faz? Olha vale mais abandonar porque concluo que não sei nada... nada sei sobre isso... e penso que njunca saberei... É assim... Assim é!

Tony Carvalho

08/05/2008 GMT 1

Foi por pouco…

tonycarvalho @ 12:10

Foi por pouco
Que não me deixei levar coisas que me ruíam,
Seja por dentro… seja por fora…

Foi por pouco
Que não me deixei lamentar as coisas que chorar me fizeram,
Seja no passado… seja agora…

Foi por pouco
Que não deixei que a minha vida e alma não se entendam,
Seja no local… seja na hora…

E…

Por mais
Que me esforçasse
Para atingir os meus sonhos…

Por mais
Que algo tentasse
Para construir uma identidade…

Por mais
Que o que sou mudasse
Para dar sentido a tudo o que sou…

Nada me deu um bem, para o passado…
Nada me deu uma vontade, para o presente…
Nada me deu uma esperança, para o futuro…

E assim perdi-me…
E assim defendi-me de tudo que pudesse magoar-me…
E assim, esquecendo… talvez esquecer-te… esqueço-me…
E assim desfaz-se o ácido sentimento que destrói-me…

Acaba por se notar que…
Foi por pouco…
Não mantive a minha lucidez…

Tony Carvalho

27/03/2008 GMT 1

Não espere!

tonycarvalho @ 13:09

Não espere por um sorriso para ser gentil
Não espere ser amado para amar
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado
Não espere pela doença para reconhecer quão frágil é a Vida
Não espere pela dor para acreditar na Oração
Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante para si
Não espere pelo melhor emprego para começar a trabalhar
Não espere pela separação para procurar a reconciliação
Não espere pela queda para se lembrar do conselho
Não espere elogios para acreditar em si mesmo
Não espere ter dinheiro aos montes para depois contribuir
Não espere por pessoas perfeitas para depois se apaixonar
Não espere por a mágoa para depois pedir perdão
Não espere por o dia da sua morte sem antes Acreditar Na Vida.

Haveria mais para dizer…

tonycarvalho @ 13:07

Haveria mais para dizer sobre o mundo que nos rodeia, sobre os problemas que atormentam, sobre os sonhos que temos, os pesadelos que matam a alma e a vida… mas se diz sobre isso porque ninguém quer saber…. Pede um momento para ser ouvido e ninguém o arranja, todos correm para a direita… para a esquerda… para a frente… para trás… para todo o lado, para lado nenhum… tudo por sabe-se lá o quê… contudo o que espera pelo tempo de alguém, está sozinho sentado provavelmente numa escada a pensar no que de facto seria a vida dele se alguém o ouvisse, se alguém o visse com os olhos de ver… talvez se tornasse algo de diferente… então, nessa situação divaga sem fim… à espera de um ouvido amigo que o queira ver como ser presente… não ausente…
Sem nada dizer, tudo dizendo, vê-se uma situação que muitos comentariam com um: “coitado, eis um exemplo de uma pessoa abandonada pela sociedade… não sei de facto até aonde vai a maldade deste mundo… não sei… não…”. Mas, por outro lado, se esse facto se tornasse concreto na sua vida de certeza que viraria costas… por isso é que se fala muito em crescimento económico, em lucros, em baixo défice orçamental… mas de facto, e aproveitando a forma de expressão de um político português, estamos em défice de racionalidade humanista, em défice de interesse verdadeiro pelo próximo, em défice de transmissão de afecto… e em excesso de rivalidade negativa, de necessidade de vingança de reduzir o outro em nada… mais do que propriamente para o que o outro tem e que eu tenha de ter… nada nos ensina para o bem, nada nos ensina para o mal… provavelmente daí parta o vírus de tudo isso… possivelmente… a falta de preocupação em ver o outro a atingir o objectivo de todos… a felicidade… contudo implementou-se o “eu primeiro, os outros vêm depois…”, mas esquecem-se que enquanto os outros estiverem tristes, nós também estamos… daí o Homem ser um ser civilizado e de necessidade de comunicação… mas isto tudo tornou-se sem dúvida numa selva sem líder, sem liderados… boa perspectiva de liberdade, contudo não deixa de ser uma liberdade desigual… entre os mais fortes e os mais fracos… dos mais ricos e dos mais pobres… dos mais habilidosos e dos mais pensativos… basicamente vivemos numa desigualdade de oportunidades e de situações, mas ninguém admite dar o primeiro paço para que isto mude…

07/12/2007 GMT 1

EIS O QUE EU SINTO

tonycarvalho @ 17:31

EIS O QUE EU SINTO
EIS O QUE EU SOU...

deixei de te ter...
deixei de existir...
deixei de te ver...
deixei de viver e de sentir...

morri no momento em que disseste...
"desculpa mas não..."
basicamente a minha existencia ta perto d fim...
porque a minha vida está a ser em vão...

deixei de ter vida...
e não penso senao na ida...
mesmo assim não deixeide querer... como querida...

sentido não faz...
a minha vida também não...
por isso é que acaba tudo aqui... ou não...

AGORA SEI O QUE SENTE UM POETA...

tonycarvalho @ 17:11


Pensei que tudo que eles escreviam... era tudo uma treta, contudo hoje é o dia que passei a ser um comprovativo do que sentem todos aqueles seres que há partida pareciam estar numa vontade de exagerar... em tudo... mesmo na vontade de pôr termo às suas vidas... talvez eu também deveria pensar no mesmo... pelo menos não teria todo o sofrimento... pelo menos eu estou completamente cansado de estar a fazer para a felicidade dos outros e a vida não ter um pouco de generosidade para comigo... eu estou triste com a vida... eu estou revolktado com a vida...

26/11/2007 GMT 1

Porque será que nunca sei ler o olhar de quem olha para mim…

tonycarvalho @ 15:12

Porque será que nunca sei ler o olhar de quem olha para mim…
Sem dúvida de que eu sou como muita gente, como aqueles que se ata a uma inutilidade… que se liga a algo que não serve de grande coisa… contudo eu não sei como, porquê mas sinto sempre que há alguém que me vê com outro olhar… com os olhos de quem vê um outro alguém em mim, mas não sei… será que essa mesma pessoa gosta de alguém como eu, alguém que não sabe o que fazer da sua vida; ou melhor dizendo… sabe mas tem sempre uma escapatória… e mais será que essa mesma pessoa estaria pronto para receber alguém como eu, sem mais nada do que… pouco mais do que nada… não de facto não sei… vejo as duas portas que estão à minha frente e penso: “qual será a porta que me levará até ao caminho certo… até à felicidade, ou pelo menos o inicio disso… uma está preta e não tem qualquer sinal de muito bom, contudo a outra tem um ar tão apetecível de ser aberta que tenho medo do que possa encontrar do outro lado: uma anedota? Sofrimento? Amor? Felicidade? Não sei de facto como posso saber a verdade sem propriamente ter de abrir as portas… mas nada indica o caminho… temos de escolher a dedo e depois sofrer as consequências, sejam elas boas ou más… contudo eu já tenho um leque muito grande de decisões mal escolhidas e não queria continuar com este tipo de acontecimentos… já estou cansado disso… por isso peço a ajuda de uma pessoa que me saiba orientar…
Contam-se já muitas as vezes que eu quis amar… mas que a pessoa por quem tinha um afecto especial, não o tinha para mim, contudo sempre parecia mandar alguma mensagem para que eu pensasse que elas também tinham a mesma coisa no seu pensamento: receber e dar os mesmos afectos… foi até agora mentiras e mais mentiras, daí eu estar cansado… e sem contar com muita coisa… acontecimentos que destroem aos poucos o mundo de uma pessoa… de toda uma vida que vai no inicio, por vezes no meio e até no fim para ao que não querem aguentar este tipo de pressões…
Desta vez penso que é diferente porque os seus dois olhos azuis olham para mim, dizem ou pelo menos fazem que dizem que gosta de mim… mas tenho o receio de ver mal as coisas… possivelmente tenho de começar a preparar o terreno… para que a minha declaração tenha um efeito positivo… mas de facto não sei, tenho demasiadas dúvidas para chegar a esse ponto… contudo já vou fazer uma maqueta de declaração:

“Podia estar com mil e um rodeios, mas nunca chegaria a lado nenhum… poderia invocar o nome de mil e uma pessoas mas não chegaria à pessoa de quem eu quero falar… poderia falar de passado e de futuro… mas não teria tudo o que eu queria… e uma delas é sem dúvida o presente, porque aqui e agora tenho de te dizer que ao longo destes anos as coisas mudam, tanto para melhor, tanto para pior… e de facto eu mudei depois de muita coisa que vivi… coisas boas… coisas más… mas há uma coisa que ainda não consegui classificar… porque já me deu dores de cabeça… mas também porque já me fez sonhar… porque fez-me levantar grandes dúvidas… mas porque ajudou-me a conquistar certezas… apenas falta o golpe final que fará cair o pano final do romance… ou da tragédia… tudo isto porque mesmo não sendo Romeu… eu encontrei a minha Julieta… e és tu… assim vai a pergunta: Queres dar um final feliz a esta história?”

Este é um modelo possível mas se calhar o seguinte é melhor…

“Procurei um oceano… e de facto encontrei-o no interior de um país… mas ao longo dos tempos não vi as tempestades que se falavam nos lusíadas… então pensei que algo estava mal… foi então que vi que me tinha perdido no teu olhar… perguntei-me então a razão pelo qual isto tinha acontecido… mas não encontrei até que o velho do Restelo disse-me em voz alta… quiseste conquistar a terra que pensavas prometida mas foi ela que te conquistou falta saber se ela quer de ti… e perguntei-lhe como podia eu ter noção da verdade… apenas ouvi, pergunta-lhe que ela responderá… assim sendo: será que a minha paixão conseguiu invadir o teu mundo… será que esse teu coração foi conquistado pela minha alma?”

Não também acho que não é grande coisa… mas o melhor é dizer-lhe: Amo-te… mas acima de não saber como o dizer-te não sei como demonstrar… podes me dizer como se faz?

06/11/2007 GMT 1

Retrato de Um AMOR confuso…

tonycarvalho @ 15:07

Deixo para trás todo o problema do título e passo logo para o conteúdo com medo de perder tudo que tinha decidido escrever. Pois o que eu vou escrever não é de todo história, é sem dúvida uma realidade que poucos conhecem. Apenas uma pessoa como poderia ter a falta de estatura para dar à luz algo como isto… dar uma visão da falta de qualquer coisa.
Ao longo da minha vida, sobre tudo evidenciado nos últimos anos, tem me feito notar que falta de facto algo na minha vida que está vazia… vazia de tudo, mas principalmente de sentimentos bons… maus, já estou farto. Quando penso neles, penso que sou um embriagado que não sabe o que está a fazer… e assim perco o fio à miada e deixo que o meu raciocínio deixe de ter mão no que quero dizer, no que eu quero pensar e no que de facto sinto. Confusões atrás de confusões vêm me dando todos os males do mundo… e eu apenas sei fechar todo o meu sofrimento, sem que este deixe vá parar a ouvidos que não querem saber disso para nada ou pior… que este se torne ponto fraco de uma pessoa que está muito debilitada…
Cada história tem um início empolgante e elegante… nada parece ser real, nada parece ficção, nada… mesmo nada… toma uma aparência de verdade conveniente, de desejada… passado isso vem em força o que mais destrói, mas também o que pode salvar… o medo; esse mesmo ser dá voltas ao estômago por pouca coisa… a percepção de uma mentira ou de uma verdade inconveniente é de facto motivo para… que se queira por as coisas em pratos limpos… e não ficar numa paisagem enublada à espera de D. Sebastião. Então passa-se à acção… e por momentos, deixa-se as coisas paradas, sem barulho, sem movimento… volta-se a insistir, mas nada… voltamos outra vez… e aí aparece algo que se poderia chamar de tempestade, algo que arrasa com tudo… não deixando nada em pé para contar algo… cria-se assim um cenário de morte e de fim… cria-se um cenário que leva tudo ao desespero e quem sabe… ao suicídio…
Essa fase é sem dúvida algo de perigoso e sem grandes possibilidades de retorno… e quem sabe, algo com junção de vontade para navegar nesse sentido… já que me levaste tudo, porque não me levas a mim? À espera de rir-te da minha desgraça? Ou pura falta de atenção? Possivelmente um pouco dos dois… contudo há de falta algo: A introdução de mais uma confusão ao baile…
A minha pessoa tem uma facilidade de criar macaquinhos que não se consegue perceber nada… em primeiro, faço algo de muito estúpido que é deixar-me levar por uma mentira… mente-se a torto e a direito e depois quem sofre as consequências são os outros… como de facto aconteceu… deixei-me levar por alguém que afirmou com todas as letras que não tinha ninguém, quando isso era mentira… e eu, feito que nem um palhaço, deixo o vento levar-me para longe de terra firme em busca de um tesouro… contudo esse mesmo arzinho virou furacão e fez-me embater contra uma costa rochosa que não tem mínima vida… até que um navio passou por aí e recolheu a minha alma… aqueceu-a, e deu-lhe algum conforto. Agradecida pelo acto, conta o que de facto aconteceu… a marinheira que ouviu essa narrativa ficou sem reacção… então manteve o conforto até que de repente a máquina avariou. Eu, com algum conhecimento em mecânica tentei compor… antes que lá chegasse já estava de novo em marcha… deixou a mágoa em mim por não ter feito nada… e aí criou-se um sentimento de perda de algo. Contudo uma luz que apareceu… acho que foi o que me distraiu de tudo… e essa dizia algo que não conseguia decifrar… estava tão destorcida que não conseguia avaliar o que estava a ser dito… depois desapareceu e veio aos meus olhos imagens do espaço… do universo… então era mentira… mas tenho saudade dessa mentira, da possibilidade de ser amado… de poder ter alguém que goste de mim pelo que sou… poder gostar dessa pessoa como nunca tinha amado ninguém… tenho saudades de uma pessoa que me deixou na realidade mas que se esqueceu que sozinho eu vou me perder… digo ou não que estou no meio do nada e que tenho a sensação que vou morrer assim? A minha reacção para asneira seria de dizer… mas já estou cansado de fazer asneira… e tenho medo de perder o pouco que tenho vindo a conquistar. Sentir com a alma é de facto algo de muito difícil de compreender e isso não sei… não consigo… demasiado desgostos seguidos não levam a lado nenhum e deixa qualquer um à borda do abismo…

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