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AGORA SEI O QUE SENTE UM POETA...
É assim que eu me sinto depois de sentir como se um camião tivesse passado por cima de mim...

Arquivo: Dezembro 2008

18/12/2008 GMT 1

Dois anos da minha vida…

tonycarvalho @ 19:40

Tinha vindo de França para ficar de vez aqui em Portugal.
Tinha eu 13 anos e uma vida cheia de sonhos e vontades.
Hoje tenho 21 anos e algumas coisas se concretizaram outras se realizarão mais tarde… tenho fé disso. Aliás uma das coisas que esta escola me ensinou foi ter fé e quando a refiro a ela não só falo do facto de acreditar em Deus mas sim acreditar em tudo… isso engloba acreditar em mim, nos outros, na natureza. Para isso estiveram presentes pessoas a quem hoje devo muito do que eu aprendi, do que eu sei, do que eu sou.
Eu adorei estudar no Colégio Salesiano de Poiares e de participar na vida da instituição no seu todo e em todas as suas componentes. Uma das coisas que gosto de fazer é pensar… fazer pequenas reflexões, fazer pequenos raciocínios que me dão uma pequena luz do que eu deva fazer ou não… isso é um hábito que vem dessa época devido ao facto de haver o bom dia no início de cada dia de trabalho. Ainda me lembro que era feito por professores e a maior parte dos quais deixavam-se levar pelo coração e diziam com todas as letras o que sentiam. Contudo nada pára aqui, porque a ligação professor – aluno passava desse limite… muitas da vezes, fora das salas de aulas, e por vezes dentro, via-se algo muito equivalente a uma relação de amizade, de cumplicidade, de fraternidade. Se hoje sou uma pessoa licenciada, com um percurso académico de bom nível do ponto de vista geral… mas que para mim, na minha maneira de ver foi muito bom… Mas isso o devo sobretudo a uma pessoa: Professor Paulo Silva. Esse mesmo homem sempre foi um exemplo para mim, como um ídolo ou algo que pode ter características muito semelhantes. Um exemplo disso é sem dúvida um pequeno momento que me ficou na cabeça e nunca mais me deixou. Para explicar a acentuação das palavras em português, de pois do almoço, este mesmo professor chamou-me para o bar e estivemos um pouco a falar sobre o assunto… tal como este, tenho muitas recordações muito boas. Foi ali que conheci muitas pessoas, tanto os alunos como pessoas que lá trabalhavam… gente de quem guardei imagens e mesmo passados 6 anos ainda guardo juntamente com saudade de lá voltar.
Um dia tirarei um momento para ir lá e voltar a ver a escola que me ensinou muito, que me pôs no caminho do sucesso onde hoje eu estou…

Tony Carvalho

09/12/2008 GMT 1

Vontade

muninakrisss @ 20:43

Quando menos esperamos o mundo desmorona-se perante tudo e todos.
Aqui sentada quando a vontade é fugir.
Aqui sentada quando a vontade é desaparecer.
Aqui sentada quando a vontade é reagir e não conseguir.
Aqui sentada quando a vontade é morrer.
Não há vontade para nada, rir, alegrar, felicitar, solicitar e muito mais, só desaparecer para outro lado, para outra terra, outra casa, outra vida, outra família, outros amigos.
Ninguém entende, ninguém pergunta, pois é tão invisível, tão insignificante para a que rodeia, só tiram conclusões precipitadas, não sabem distinguir a tristeza da chatice.
Tudo e todos preferem ignorar, não ver, fazer sentir invisível e insignificante, pois, dão atenção ao que querem e abusam do que têm naquele momento, troçando, rindo pois acham mais interessante do que dar realmente atenção ao que devem.
Tudo o que fosse mania havia de acabar. Chega! Chega de pensar erradamente sobre algo, chega de só dar atenção ao que se quer, chega de ignorar os outros. Chega! Acabou!
Tudo aquilo que acredita e quer e sonha vai-se embora numa fracção de segundos, de um momento para o outro, sem um adeus.
Abandono devia ser proibido, em todos os casos pois é desprezível, quem decidisse essa situação deveria deixar de existir, desaparecer, evaporar-se pois sentem-se como que mais pequeno que um insecto minúsculo, triste, vontade de chorar, sair do lugar onde se encontra no momento, ignora claramente pois tem prazer no que faz.
Fala do que lhe apetece, bem ou mal, para tal tanto faz que seja agressão ou defendera, desde que tenha algo que não faça adormecer e passa mel onde quer, a quem quer, destrói o que quer.
Destrói muito pois o outro é que fica mal, desanimado, e até que pensa, de que vale viver? Porque está aqui? Que faz aqui? Que quer? Não há respostas para tais questões tão difíceis, pois, ninguém tem essas respostas.

08/12/2008 GMT 1

Afinal não serve de muito…

tonycarvalho @ 23:23

Desde muito cedo dei por mim a desenvolver uma personalidade baseada na rectidão das decisões, desde sempre me ensinaram em nunca fazer determinadas coisas e que pelo contrário tinha fazer tais coisas… de nada valeu, porque afinal de contas não é isso que nos deixa lutar pelo que nós queremos… sempre sonhei que amar iria ser uma coisa muito boa… no qual duas pessoas trocam os seus sentimentos através de demonstração de sentimentos… nisso inclui-se as maiores barbaridades que se dizem sem saber o que dizer, as promessas que muitas vezes não de comprem, os beijos tanto dados como roubados… até chegar ao ponto de falar em fazer amor… expoente máximo de tudo isso… bem disse fazer amor, no não se inclui o factor puro sexo… Ideias muito bonitas… mas que afinal de contas não servem de nada…
Vi que tudo isso era uma mentira, vi que nada era exactamente assim… aliás vi que nada era assim… vi que mais se via para o presente de curto prazo… o presente que não de todo para saber o que é viver sentindo… viver tendo o sentimento presente de que o amor existe… de corpo e alma… Afinal de contas meus belos ideais acabaram em ruínas destruídas por algo de mais mesquinho… afinal de contas os grandes acabam sempre dominados pelos mais pequenos… tal como Roma dominou a Grécia… Tal como ela, por sua vez pelos bárbaros… e nada consegue deter isso… e fico pensando nisso… E como tenho que ficar então? E a pergunta fica sem resposta…
Passado algum tempo, depois de me deixar de tolices que não me levavam a lado nenhum, depois de deixar de acreditar que o der humano tem capacidade de saber viver como de facto tem algum sentido, pensei que afinal de contas sou eu quem está deslocado no tempo… talvez seja… não sei… mas foi uma ideia que ficou muito tempo invadindo o meu cérebro… E foi crescendo com isso em mente…
Até à pouco pensei que em me apresentando mais seguro perante a sociedade me daria autoridade para poder escolher as armas que me dava o direito de poder ser como sou independentemente do que os outros pensem… apenas trabalhar para mim… fazer o que realmente me dava na real gana… mas sei que não dá muito bem e realmente rapidamente notei que não mudava muito em tudo o que eu queria… nada mudava de todo… foi o momento em que me deixou perdido, foi o momento que me matou em todos os sentidos… e agora não sei quem eu sou, não sei o que eu quero… não sei de nada… e assim estou… perdido… e sem saber o que fazer…
Agora que tentei viver segundo dois modos diferentes, agora que tentei ter o que mais queria que era ter os meus ideais que me fizeram crescer enquanto pessoa e que eram factor de demonstração de sabedoria e de emoção controlada… tudo com vista a uma vida que daria acesso a uma satisfação mental e internamente gratificante… com a companhia de momentos perfeitos a serem recordados… a serem aceites… e mais alguma coisa… Mas não consigo viver assim… agora não sei como fazer porque se o método primeiro não deu em nada… se o segundo nada mudou… como se faz?

munina krisss 2

tonycarvalho @ 23:20

Indecisa por tudo infeliz para todos. Tudo cego tudo mudo são não chove nem faz sol. Como sempre invisível nada dá por nada. Sem razão de sol só quer chover, pois, ao chover sai tudo, fica mais limpo mas nem sempre. Contudo não pode chover porque tem que estar sol mas não consegue. Só quer chover mas está invisível. Nada vê, quer dizer, vê mas faz para não, pois, só quer saber de si e mais nada. Está bem quente, pois, nunca brilha sozinha, se deixa as estrelas já tem outras à espera. É injusto haver coisas assim nunca se pensa no resto, só no próprio. Desistência é o que a chuva quer mas não consegue, pois, só quer chover. Quando está a chover há algo mais que chove e então ainda mais invisível fica à vista de tudo. Deixou a estrela e anda com a sua outra estrela, pois, não lhe interessa nada e não a vê, quer dizer, dá a entender que é invisível.

Por fim chove torrencialmente sem conseguir parar, pois, não há mais sol nem lua nem estrelas. Um buraco negro que suga tudo à passagem, Cada vez chove mais sem parar e quase sugada pelo buraco negro quase a desaparecer e ao abalar, abala tudo, céu e terra, sol e lua, mar, estrelas. Apesar de tudo deseja parar mas não consegue, pois, gosta de si assim, molhada. Podia ser só um simples pesadelo para assim terminar ao acordar.

munina krisss

munina krisss

tonycarvalho @ 23:18

Quando menos esperamos o mundo desmorona-se perante tudo e todos.
Aqui sentada quando a vontade é fugir.
Aqui sentada quando a vontade é desaparecer.
Aqui sentada quando a vontade é reagir e não conseguir.
Aqui sentada quando a vontade é morrer.
Não há vontade para nada, rir, alegrar, felicitar, solicitar e muito mais, só desaparecer para outro lado, para outra terra, outra casa, outra vida, outra família, outros amigos.
Ninguém entende, ninguém pergunta, pois é tão invisível, tão insignificante para a que rodeia, só tiram conclusões precipitadas, não sabem distinguir a tristeza da chatice.
Tudo e todos preferem ignorar, não ver, fazer sentir invisível e insignificante, pois, dão atenção ao que querem e abusam do que têm naquele momento, troçando, rindo pois acham mais interessante do que dar realmente atenção ao que devem.
Tudo o que fosse mania havia de acabar. Chega! Chega de pensar erradamente sobre algo, chega de só dar atenção ao que se quer, chega de ignorar os outros. Chega! Acabou!
Tudo aquilo que acredita e quer e sonha vai-se embora numa fracção de segundos, de um momento para o outro, sem um adeus.
Abandono devia ser proibido, em todos os casos pois é desprezível, quem decidisse essa situação deveria deixar de existir, desaparecer, evaporar-se pois sentem-se como que mais pequeno que um insecto minúsculo, triste, vontade de chorar, sair do lugar onde se encontra no momento, ignora claramente pois tem prazer no que faz.
Fala do que lhe apetece, bem ou mal, para tal tanto faz que seja agressão ou defendera, desde que tenha algo que não faça adormecer e passa mel onde quer, a quem quer, destrói o que quer.

munina krisss

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