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AGORA SEI O QUE SENTE UM POETA...
É assim que eu me sinto depois de sentir como se um camião tivesse passado por cima de mim...

Arquivo: Maio 2008

13/05/2008 GMT 1

Conta-me o que é feito de ti...

tonycarvalho @ 15:04

Perdi o teu rasto...
Desde de sempre que me afasto
do facto de teres ido embora por minha causa...
não sei o que isso te causa
mas a mim,
para mim,
em mim...
É o fim...

Por isso te peço que me digas...

O que é feito de ti...
Nem só as palavras falam por si...
Nem sempre o que se vê é o que vi...
A única verdade que ficou é que estou com saudades tuas.
Ando perdido pelas ruas
à tua procura...
em busca da minha cura...

Por isso te peço que me digas...

O que é feito de ti...
Não me mintas...
Não digas o que não sintas...
Não finjas...
Se estás bem ainda bem para ti...
Ao contrário não se deixa as coisas assim... muda-se por ti...

Apenas...
Conta-me o que é feito de ti...

Tony Carvalho

Não percebo... Não quero perceber...

tonycarvalho @ 11:17

Escondo-me de uma realidade, ou será ela que se molda ao meu olhar? Serei eu quem não percebe, ou serei eu quem não quer perceber que algo mudou? Aproxima-se algo que me mete medo e que ao mesmo tempo é um desafio... aproxima-se talvés alguém... ou será uma ilusão que eu quero ver realizada? Não sei, parece que para isso tornei-me cego... Ou será que não...
Paro um pouco e e tento ouvir alguma coisa, uma delas tem de ser o meu coração. Tenho de decifrar aquilo que ele diz... Tenho de perceber...
Deposi deste passo tenho de pensar naquilo que eu quero de facto... mas não será deixar passar demasiado tempo? E se tudo acaba antes de começar? Ajuda é palavra de ordem... alguém a pode enviar? Será isso possível? Gostaria que sim afinal não tenho jeito para estas coisas! Não nasci ensinado, no máximo sou apenas um ser com alguma inteligência... uma verdade verdadeira para realçar uma pequena verdade... Continua-se então assim duvidando, lamentando talvés a falta de iniciativa... por mais razões que haja para isso, nada explica... nada deveria ser aceite... e continua-se...
Tudo isto é um processo que é pouco racional, pouco razoável e que em nada se tem uma garantia... Garante-se apenas que no caso positivo é algo de único... no caso de negativo, morre-se aos poucos até ao momento de renascer... é assim... e renasce-se com uma nova força e vontade de vencer, mas até lá... um longo caminho tem de ser percorrido... é assim... e assim duvido que a faísca caia na direcção certa... é sempre assim e parece não mudar...
Mudo de parágrafo para limpar a imagem imatura do anterior a ver se há um crescimento de última hora... agora... nã? E então agora? Também não? E agora, o que eu faço? Volto ao anterior? Bolas... Tudo por nada? não poder ser... volto a mudar... não desisto na minha escrita, já que no resto não demonstro grande avanço... O que será preciso para tal? Não sei...
Mudo então outra vez de parágrafo sem a certeza de nada... mas tento uma luta... há que lutar... lutar e lutar... duro de preferÊncia... tem de ser assim... e nada muda isso... embora sabendo que tenho medo... medo de que tudo volte ao que era antes... ao que era... ao passado... isso não pode ser... e farei o possível para que tal não aconteça... é a minha forma de viver... nada acontecer duas vezes seguidas (talvés mais!) Mas já agora como a que se faz? Olha vale mais abandonar porque concluo que não sei nada... nada sei sobre isso... e penso que njunca saberei... É assim... Assim é!

Tony Carvalho

08/05/2008 GMT 1

Foi por pouco…

tonycarvalho @ 12:10

Foi por pouco
Que não me deixei levar coisas que me ruíam,
Seja por dentro… seja por fora…

Foi por pouco
Que não me deixei lamentar as coisas que chorar me fizeram,
Seja no passado… seja agora…

Foi por pouco
Que não deixei que a minha vida e alma não se entendam,
Seja no local… seja na hora…

E…

Por mais
Que me esforçasse
Para atingir os meus sonhos…

Por mais
Que algo tentasse
Para construir uma identidade…

Por mais
Que o que sou mudasse
Para dar sentido a tudo o que sou…

Nada me deu um bem, para o passado…
Nada me deu uma vontade, para o presente…
Nada me deu uma esperança, para o futuro…

E assim perdi-me…
E assim defendi-me de tudo que pudesse magoar-me…
E assim, esquecendo… talvez esquecer-te… esqueço-me…
E assim desfaz-se o ácido sentimento que destrói-me…

Acaba por se notar que…
Foi por pouco…
Não mantive a minha lucidez…

Tony Carvalho

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