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AGORA SEI O QUE SENTE UM POETA...
É assim que eu me sinto depois de sentir como se um camião tivesse passado por cima de mim...

Arquivo: Março 2008

27/03/2008 GMT 1

Não espere!

tonycarvalho @ 13:09

Não espere por um sorriso para ser gentil
Não espere ser amado para amar
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado
Não espere pela doença para reconhecer quão frágil é a Vida
Não espere pela dor para acreditar na Oração
Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante para si
Não espere pelo melhor emprego para começar a trabalhar
Não espere pela separação para procurar a reconciliação
Não espere pela queda para se lembrar do conselho
Não espere elogios para acreditar em si mesmo
Não espere ter dinheiro aos montes para depois contribuir
Não espere por pessoas perfeitas para depois se apaixonar
Não espere por a mágoa para depois pedir perdão
Não espere por o dia da sua morte sem antes Acreditar Na Vida.

Haveria mais para dizer…

tonycarvalho @ 13:07

Haveria mais para dizer sobre o mundo que nos rodeia, sobre os problemas que atormentam, sobre os sonhos que temos, os pesadelos que matam a alma e a vida… mas se diz sobre isso porque ninguém quer saber…. Pede um momento para ser ouvido e ninguém o arranja, todos correm para a direita… para a esquerda… para a frente… para trás… para todo o lado, para lado nenhum… tudo por sabe-se lá o quê… contudo o que espera pelo tempo de alguém, está sozinho sentado provavelmente numa escada a pensar no que de facto seria a vida dele se alguém o ouvisse, se alguém o visse com os olhos de ver… talvez se tornasse algo de diferente… então, nessa situação divaga sem fim… à espera de um ouvido amigo que o queira ver como ser presente… não ausente…
Sem nada dizer, tudo dizendo, vê-se uma situação que muitos comentariam com um: “coitado, eis um exemplo de uma pessoa abandonada pela sociedade… não sei de facto até aonde vai a maldade deste mundo… não sei… não…”. Mas, por outro lado, se esse facto se tornasse concreto na sua vida de certeza que viraria costas… por isso é que se fala muito em crescimento económico, em lucros, em baixo défice orçamental… mas de facto, e aproveitando a forma de expressão de um político português, estamos em défice de racionalidade humanista, em défice de interesse verdadeiro pelo próximo, em défice de transmissão de afecto… e em excesso de rivalidade negativa, de necessidade de vingança de reduzir o outro em nada… mais do que propriamente para o que o outro tem e que eu tenha de ter… nada nos ensina para o bem, nada nos ensina para o mal… provavelmente daí parta o vírus de tudo isso… possivelmente… a falta de preocupação em ver o outro a atingir o objectivo de todos… a felicidade… contudo implementou-se o “eu primeiro, os outros vêm depois…”, mas esquecem-se que enquanto os outros estiverem tristes, nós também estamos… daí o Homem ser um ser civilizado e de necessidade de comunicação… mas isto tudo tornou-se sem dúvida numa selva sem líder, sem liderados… boa perspectiva de liberdade, contudo não deixa de ser uma liberdade desigual… entre os mais fortes e os mais fracos… dos mais ricos e dos mais pobres… dos mais habilidosos e dos mais pensativos… basicamente vivemos numa desigualdade de oportunidades e de situações, mas ninguém admite dar o primeiro paço para que isto mude…

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