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AGORA SEI O QUE SENTE UM POETA...
É assim que eu me sinto depois de sentir como se um camião tivesse passado por cima de mim...

Arquivo: Novembro 2007

26/11/2007 GMT 1

Porque será que nunca sei ler o olhar de quem olha para mim…

tonycarvalho @ 15:12

Porque será que nunca sei ler o olhar de quem olha para mim…
Sem dúvida de que eu sou como muita gente, como aqueles que se ata a uma inutilidade… que se liga a algo que não serve de grande coisa… contudo eu não sei como, porquê mas sinto sempre que há alguém que me vê com outro olhar… com os olhos de quem vê um outro alguém em mim, mas não sei… será que essa mesma pessoa gosta de alguém como eu, alguém que não sabe o que fazer da sua vida; ou melhor dizendo… sabe mas tem sempre uma escapatória… e mais será que essa mesma pessoa estaria pronto para receber alguém como eu, sem mais nada do que… pouco mais do que nada… não de facto não sei… vejo as duas portas que estão à minha frente e penso: “qual será a porta que me levará até ao caminho certo… até à felicidade, ou pelo menos o inicio disso… uma está preta e não tem qualquer sinal de muito bom, contudo a outra tem um ar tão apetecível de ser aberta que tenho medo do que possa encontrar do outro lado: uma anedota? Sofrimento? Amor? Felicidade? Não sei de facto como posso saber a verdade sem propriamente ter de abrir as portas… mas nada indica o caminho… temos de escolher a dedo e depois sofrer as consequências, sejam elas boas ou más… contudo eu já tenho um leque muito grande de decisões mal escolhidas e não queria continuar com este tipo de acontecimentos… já estou cansado disso… por isso peço a ajuda de uma pessoa que me saiba orientar…
Contam-se já muitas as vezes que eu quis amar… mas que a pessoa por quem tinha um afecto especial, não o tinha para mim, contudo sempre parecia mandar alguma mensagem para que eu pensasse que elas também tinham a mesma coisa no seu pensamento: receber e dar os mesmos afectos… foi até agora mentiras e mais mentiras, daí eu estar cansado… e sem contar com muita coisa… acontecimentos que destroem aos poucos o mundo de uma pessoa… de toda uma vida que vai no inicio, por vezes no meio e até no fim para ao que não querem aguentar este tipo de pressões…
Desta vez penso que é diferente porque os seus dois olhos azuis olham para mim, dizem ou pelo menos fazem que dizem que gosta de mim… mas tenho o receio de ver mal as coisas… possivelmente tenho de começar a preparar o terreno… para que a minha declaração tenha um efeito positivo… mas de facto não sei, tenho demasiadas dúvidas para chegar a esse ponto… contudo já vou fazer uma maqueta de declaração:

“Podia estar com mil e um rodeios, mas nunca chegaria a lado nenhum… poderia invocar o nome de mil e uma pessoas mas não chegaria à pessoa de quem eu quero falar… poderia falar de passado e de futuro… mas não teria tudo o que eu queria… e uma delas é sem dúvida o presente, porque aqui e agora tenho de te dizer que ao longo destes anos as coisas mudam, tanto para melhor, tanto para pior… e de facto eu mudei depois de muita coisa que vivi… coisas boas… coisas más… mas há uma coisa que ainda não consegui classificar… porque já me deu dores de cabeça… mas também porque já me fez sonhar… porque fez-me levantar grandes dúvidas… mas porque ajudou-me a conquistar certezas… apenas falta o golpe final que fará cair o pano final do romance… ou da tragédia… tudo isto porque mesmo não sendo Romeu… eu encontrei a minha Julieta… e és tu… assim vai a pergunta: Queres dar um final feliz a esta história?”

Este é um modelo possível mas se calhar o seguinte é melhor…

“Procurei um oceano… e de facto encontrei-o no interior de um país… mas ao longo dos tempos não vi as tempestades que se falavam nos lusíadas… então pensei que algo estava mal… foi então que vi que me tinha perdido no teu olhar… perguntei-me então a razão pelo qual isto tinha acontecido… mas não encontrei até que o velho do Restelo disse-me em voz alta… quiseste conquistar a terra que pensavas prometida mas foi ela que te conquistou falta saber se ela quer de ti… e perguntei-lhe como podia eu ter noção da verdade… apenas ouvi, pergunta-lhe que ela responderá… assim sendo: será que a minha paixão conseguiu invadir o teu mundo… será que esse teu coração foi conquistado pela minha alma?”

Não também acho que não é grande coisa… mas o melhor é dizer-lhe: Amo-te… mas acima de não saber como o dizer-te não sei como demonstrar… podes me dizer como se faz?

06/11/2007 GMT 1

Retrato de Um AMOR confuso…

tonycarvalho @ 15:07

Deixo para trás todo o problema do título e passo logo para o conteúdo com medo de perder tudo que tinha decidido escrever. Pois o que eu vou escrever não é de todo história, é sem dúvida uma realidade que poucos conhecem. Apenas uma pessoa como poderia ter a falta de estatura para dar à luz algo como isto… dar uma visão da falta de qualquer coisa.
Ao longo da minha vida, sobre tudo evidenciado nos últimos anos, tem me feito notar que falta de facto algo na minha vida que está vazia… vazia de tudo, mas principalmente de sentimentos bons… maus, já estou farto. Quando penso neles, penso que sou um embriagado que não sabe o que está a fazer… e assim perco o fio à miada e deixo que o meu raciocínio deixe de ter mão no que quero dizer, no que eu quero pensar e no que de facto sinto. Confusões atrás de confusões vêm me dando todos os males do mundo… e eu apenas sei fechar todo o meu sofrimento, sem que este deixe vá parar a ouvidos que não querem saber disso para nada ou pior… que este se torne ponto fraco de uma pessoa que está muito debilitada…
Cada história tem um início empolgante e elegante… nada parece ser real, nada parece ficção, nada… mesmo nada… toma uma aparência de verdade conveniente, de desejada… passado isso vem em força o que mais destrói, mas também o que pode salvar… o medo; esse mesmo ser dá voltas ao estômago por pouca coisa… a percepção de uma mentira ou de uma verdade inconveniente é de facto motivo para… que se queira por as coisas em pratos limpos… e não ficar numa paisagem enublada à espera de D. Sebastião. Então passa-se à acção… e por momentos, deixa-se as coisas paradas, sem barulho, sem movimento… volta-se a insistir, mas nada… voltamos outra vez… e aí aparece algo que se poderia chamar de tempestade, algo que arrasa com tudo… não deixando nada em pé para contar algo… cria-se assim um cenário de morte e de fim… cria-se um cenário que leva tudo ao desespero e quem sabe… ao suicídio…
Essa fase é sem dúvida algo de perigoso e sem grandes possibilidades de retorno… e quem sabe, algo com junção de vontade para navegar nesse sentido… já que me levaste tudo, porque não me levas a mim? À espera de rir-te da minha desgraça? Ou pura falta de atenção? Possivelmente um pouco dos dois… contudo há de falta algo: A introdução de mais uma confusão ao baile…
A minha pessoa tem uma facilidade de criar macaquinhos que não se consegue perceber nada… em primeiro, faço algo de muito estúpido que é deixar-me levar por uma mentira… mente-se a torto e a direito e depois quem sofre as consequências são os outros… como de facto aconteceu… deixei-me levar por alguém que afirmou com todas as letras que não tinha ninguém, quando isso era mentira… e eu, feito que nem um palhaço, deixo o vento levar-me para longe de terra firme em busca de um tesouro… contudo esse mesmo arzinho virou furacão e fez-me embater contra uma costa rochosa que não tem mínima vida… até que um navio passou por aí e recolheu a minha alma… aqueceu-a, e deu-lhe algum conforto. Agradecida pelo acto, conta o que de facto aconteceu… a marinheira que ouviu essa narrativa ficou sem reacção… então manteve o conforto até que de repente a máquina avariou. Eu, com algum conhecimento em mecânica tentei compor… antes que lá chegasse já estava de novo em marcha… deixou a mágoa em mim por não ter feito nada… e aí criou-se um sentimento de perda de algo. Contudo uma luz que apareceu… acho que foi o que me distraiu de tudo… e essa dizia algo que não conseguia decifrar… estava tão destorcida que não conseguia avaliar o que estava a ser dito… depois desapareceu e veio aos meus olhos imagens do espaço… do universo… então era mentira… mas tenho saudade dessa mentira, da possibilidade de ser amado… de poder ter alguém que goste de mim pelo que sou… poder gostar dessa pessoa como nunca tinha amado ninguém… tenho saudades de uma pessoa que me deixou na realidade mas que se esqueceu que sozinho eu vou me perder… digo ou não que estou no meio do nada e que tenho a sensação que vou morrer assim? A minha reacção para asneira seria de dizer… mas já estou cansado de fazer asneira… e tenho medo de perder o pouco que tenho vindo a conquistar. Sentir com a alma é de facto algo de muito difícil de compreender e isso não sei… não consigo… demasiado desgostos seguidos não levam a lado nenhum e deixa qualquer um à borda do abismo…

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