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Mas porque será que na prática não acontece?

O que será um relacionamento perfeito?
Eu mesmo não sei... tento amar e demonstrar com a maior sinceridade o que se passa dentro de mim, dentro do meu coração. No entanto falho e sei que não são poucas as vezes em que a minha namorada pode me apontar momentos em que falho... em que sou longe do que mais desejava ter ao seu lado...
Sou demasiado possessivo, sou demasiado controlador, sou demasiado egoísta, sou demasiado sentimentalo-negativo... ela diz o contrário contudo sabe-se que amor não é significado de ler exactamente o que se passa na cabeça do outro e assim será melhor... manutenção de uma certa privacidade... Mas acima de tudo, o meu maior defeito é sem dúvida de ser um dramático... forte dramático porque todos os receios de fracasso de uma relação passam pela minha cabeça... quantas vezes não imagino ela a cair nos braços de outro... é sempre algo de destruidor... sobre tudo quando isso acontece depois de um momento mais negativo, de uma discórdia ou de algo igual...
Tento largar essa imagem, deixo que ela se devaneie pelo ar e que nos deixe em paz... e ela deixa-nos dando a sensação que desapareceu... e assim perde cada vez mais a sua existência... Pior é quando ela volta... É mau... muito mau porque sabe-se que tentar possuir alguém será sempre o pior que se pode fazer, no entanto perder alguém de quem se gosta tanto é destruidor... O amor é uma bênção, o ciúme uma arma de auto-destruição. Magoamos a nossa personalidade e a outra pessoa e afasta essa mesma de nós... do nosso mundo... e aí de quem é a culpa? De certo que não é de quem pelo contrário se aproximou e aproveitou a parvoíce que se fez...
Mea culpa é sem dúvida algo que surge aí...
Na teoria, há vários ensinamentos que diz que se deve viver de forma positiva, liberto e que se algo tiver um fim é porque não devia continuar e que algo de fora do normal acontece... é algo de muito giro que para mim é irreal porque eu sei no fundo do meu ser que ter alguém melhor do que a pessoa que tenho ao meu lado é impossível porque não é perfeita... ela apenas e só a pessoa que completa o meu ser... na busca do amor, há busca de complemento e não de perfeição...
Gostaria de poder aprender a ser alguém de melhor sem magoar, ou pelo menos com o mínimo de dor para o meu amor... Gosto muito dela e gostaria lhe mostrar que sou feliz com ela e que faço tudo o que posso para lhe fazer chegar esse mesmo sentimento... E tudo que faço de mal não é por mal... que tudo o que corre mal em determinados campos são coincidências e por vezes influências desses mesmos pensamentos negativos... Espero que será uma mensagem compreendida porque luto até onde for preciso para dar tudo o que ela merece, para lhe demonstrar que o meu coração fica feliz ao seu lado, fica com saudades longe dela e tenta recuperar o tempo que se passou sem um beijo... sem um desejo... no momento do reencontro após um dia devastador...
Sei que trabalha com muitos homens por perto e sei que haverá algum que gostaria de algo mais com ela... sei também que ela me diz que não quer saber de mais ninguém... tento aprender e de facto o que é verdade, mas imagino... ERRO...
É por isso que pergunto, se essa história de liberdade, de deixar um espaço de vida para cada é assim teoricamente enriquece a alma... porque será que para mim não é de facto algo de realizável? Serei eu alguém que não sabe o significado de amar?

Tony Carvalho

Foi assim... Amor...

Escrevo palavra a palavra
um poema que não tem
rima... por isso deito fora...
Para mim é imperfeito...
Tento novamente e aí
as palavras são semelhantes
mas no entanto não têm sentido juntas...
Resultado desastroso...

Fico assim preocupado com isso tudo...
Esta falta de iniciativa...
Assim abandonei a complexidade
de uma língua tão completa e incompleta,
tão bela e tão traiçoeira...

Troco todo este universo pela simplicidade do meu coração...
E foi assim que comecei este poema e apenas quero acabá-lo por...
Adoro-te simplesmente por seres tu mesma...
Algo que te posso pedir... que devo pedir-te...
Não mudes... sê tu mesma...
Porque foi por ti que me apaixonei...

Tony Carvalho

Teoria muito esquisita…

Ódio e amor só podem entrar no mesmo espaço em duas pessoas diferentes, pois quem ama não odeia e quem odeia não consegue amar… Se a mesma pessoa sentisse as duas coisas ao mesmo tempo, de certeza que o amor venceria sobre os piores dos males com a espada no coração do outro… porque ama-se, apenas tenta-se esconder o amor com a fachada de maldade… DEIXA QUE O CORAÇÃO AME À SUA VONTADE…

Tony Carvalho

Quando não sei o que fazer…

Perdi-me e cometi muitos erros, deixei-me levar por algo que eu não consigo explicar. Fiz com que tudo que eu sou se transforma por algo, por alguém que não quer de todo demonstrar uma verdade. Atirei-me de cabeça e tenho a certa sensação de que foi contra uma parede e estou zonzo. Contudo mais do que isso, dói muito. Essa dor não passa por não saber qual é o sintoma e qual a responsabilidade desse algo, desse alguém. Provavelmente nem quero saber… culpar é a atitude dos mais fracos. Por acaso já me culpei de algo mas sem necessidade de haver sentença e condenação. É apenas uma referencia… Mas estou neste estado e quero uma cura, aliás necessito para que mais ninguém sofra por minha causa. Por isso te peço ajuda. Peço-te que mostres o caminho que eu não consigo ver. Resumo a minha actual vida a uma confusão. O vento leva-me para o lado errado e eu deixo que me leve para não sei onde… não consigo parar e isso deixa-me assustado. Só tu me darás o que eu preciso para aprender… algo ao qual se pode chamar de lição… para o resto da vida… Só tu… E não sei se te posso pedir essa ajuda… E nem sei se tenho esse direito… ou se vou ter que me desenrascar sozinho… Mas sei que seria melhor tu intervires, seria tu a explicar-me onde fiz um erro, serias tu a dar-me apoio para recuperar… deixo assim nas tuas a decisão… mas quero que te lembres que tudo que decido não afecta apenas uma pessoa… mas muito mais. Peço que não te esqueças disso… Peço que não te esqueças de mim… porque preciso de ti…

Tony Carvalho

Perdido

Há por vezes muitas coisas que pouco nos agrada e mesmo assim somos obrigado a vivê-las… há por vezes muitas coisas que denunciamos no comportamento dos outros mas que repetimos com ou sem consciência disso… pessoalmente sou assim e admito-o por grandes males meus. Tentei corrigir isso, por vezes consegui e outras vezes nem por isso… é um defeito que o cultivei. E até onde me pode levar tudo isso?
Condenei os que estavam sós mesmo sem saber porque motivo o estavam… Ri-me talvez um pouco de quem sofria desse mal… e agora sou quem sofre desse lado perdido da vida… que nunca ninguém quer saber… ou que não consegue ver de olhos bem abertos… com visão de frente… e agora vejo o que se vive nesse sentimento…
Tenho uma idade que nada tem a ver com a era das crianças… que nada tem a ver com o mundo dos adultos… que nem parece fazer parte desse mesmo mundo… porque não sei em que ponto me insiro nesta sociedade. Velho para brinquedos, velho para namoricos, novo para namoros definitivos, novo para casar, novo para ter filhos… disse o que vinha antes, e não aconteceu… disse o que vinha depois e talvez não vá acontecer… mas isso depois logo se vê… mas sobra o agora ao qual não se dá destino nem se consegue perceber e de facto não sei o que se pode pensar… por isso estou muito perdido…
De facto nesta idade não me percebo… talvez esteja à espera de que algo me indique o caminho… mas uma suposição que não tem resposta pronta para ser encontrada… tenho de procura-la… e mesmo assim não sei se algum dia encontrarei a resposta… porque o tempo passa… e estou só… e nada me tira o olhar dessa palavra… até é de acreditar que a lei da atracção que utilizo é feita para afastar… parece que recortei a palavra solidão e coloquei-a no meu coração… mas não sei… porque não o vejo…
Para ser sincero, os meus vinte anos passaram sem que conhece-se ponto do que pode ser viver um romance… nem pequeno, nem grande, nem forte, nem ligeiro… nada disso me mexeu no meu coração, nada disso me deu um momento que eu preciso… mesmo não merecendo, quero-o se não quero morrer sem ter amado com um amor no seu esplendor… e não sei se isso será possível… duvido… estou perdido… Se me perguntarem o que desejo, eu respondo que não sei. Isso só acontece pelo simples facto de que aparecem todo o tipo de coisas que eu queria e essa impede a outra de vir… e não sei qual eu quero mais… não sei… e assim e difícil… porque estou perdido…
Não me vejo bem enquadrado em determinados cenários… mas também não me vejo mal… o que torna as coisas muito indecisas… aliás tornaria porque não há ninguém que me vê como pessoa para ter algo de sério… mas também não dou a conhecer-me… não mostro se poderia acontecer ou não… se é ou não uma situação que m desagradaria… ou algo assim… não sei… nisso estou perdido… e sei que nada faço para destruir a barreira que m separa da felicidade… sei que não luto para que esta solidão se evapore pelo ar e me deixe para sempre… tudo isso porque estou perdido…
Depois de cair algumas vezes, perdi a minha segurança para declarar o meu sentimento de coração aberto, pronto a que seja destruído pela maldade de querer destruir tudo isso… depois de não conseguir deixar que o que eu sinto saísse deste meu peito e beijasse quem eu gosto… ou será que não gosto? Estou perdido… Apenas sei que estou sem ninguém e não sei como se faz para encontrar alguém para matar o só…
Já fiz a queixa e agora só me resta tentar mudar isso ou será o meu fim… será altura de tentar de ganhar coragem e andar para a frente porque haverá quem queira… sei que haverá de uma certa forma resultados positivos… apenas necessito de quem me encontre… por estou perdido. Lei da atracção… talvez funcione… é uma forte hipótese… mas para tal necessito das condições emocionais e mentais para que funcione… Ainda tenho de repetir o estudo que me deixou a pensar de como isso pode funcionar… porque estou perdido… só…
Com o problema descoberto, com solução teórica posta como possibilidade muito forte, só falta criar as condições para que tudo isso acabe por acontecer… ou senão nunca mais sairei desta… mas sei que acontecerá… em primeiro lugar é necessário pedir com toda a sinceridade… e depois ter o comportamento como se tal já tinha acontecido… como se o que desejássemos estava guardado como num truque de magia… e pode ser assim… ou não… estou perdido por isso não perco nada em tentar… perco mais ao ficar parado… sem fazer nada… talvez seja esse o meu erro… ficar sem que nada fizesse… mesmo assim não acredito… porque quando fazia tal coisa… nada eu tinha… mas voltar a tentar não custa muito e lamentar-se não é a solução mais adequada… não sei porque estou perdido…
Sem rumo, sem destino, sem parar e ao mesmo tempo ao ficar parado… vou vagueando à espera que pare um coração que me dê boleia até onde preciso e quem sabe que não seja essa mesma do qual preciso… quem sabe… quem sabe… estou perdido… pareço um animal com fome sem saber onde tem há que procurar para se alimentar em sentimento… tal como os lobos, fujo um pouco do mundo dos humanos para que não seja atingido por eles como têm tentado fazer a ver se conseguiam destruir… mas vejo que se não for também me perco… mais do que aquilo hoje estou… mais do que é necessário… mais do que é costume… que até parece que o que eu procuro está no entanto no meio do bosque… no meio onde não se veja por onde passe… até posso ser espiado e não sei… porque ando perdido…
Defino este texto como última tentativa de procurar o verdadeiro sentimento… amor que se acende para sempre ou quase… aquele nos deixa com ciúme quando se vê algo mais do que necessário entre duas pessoas que não têm intimidade… que chore quando um magoa o outro… que possa rir dos erros do outro, brincadeira quando se faz uma tolice… saudade de quando se vê essa pessoa a deixar nos mesmo que seja por um dia, hora, minuto… que possa haver de tudo um pouco e sem que se pense em separação sem que se lute o mínimo para ter a certeza que só se dá fim quando já não há mais nada se não a solidão mesmo estando juntos…
Defino isto tudo como uma viragem para algo de melhor… e será melhor… basta acreditar que tudo é possível… Defino isso como um desabafo que mude algo… e que talvez me guie até à verdade…

Tony Carvalho

Dois anos da minha vida…

Tinha vindo de França para ficar de vez aqui em Portugal.
Tinha eu 13 anos e uma vida cheia de sonhos e vontades.
Hoje tenho 21 anos e algumas coisas se concretizaram outras se realizarão mais tarde… tenho fé disso. Aliás uma das coisas que esta escola me ensinou foi ter fé e quando a refiro a ela não só falo do facto de acreditar em Deus mas sim acreditar em tudo… isso engloba acreditar em mim, nos outros, na natureza. Para isso estiveram presentes pessoas a quem hoje devo muito do que eu aprendi, do que eu sei, do que eu sou.
Eu adorei estudar no Colégio Salesiano de Poiares e de participar na vida da instituição no seu todo e em todas as suas componentes. Uma das coisas que gosto de fazer é pensar… fazer pequenas reflexões, fazer pequenos raciocínios que me dão uma pequena luz do que eu deva fazer ou não… isso é um hábito que vem dessa época devido ao facto de haver o bom dia no início de cada dia de trabalho. Ainda me lembro que era feito por professores e a maior parte dos quais deixavam-se levar pelo coração e diziam com todas as letras o que sentiam. Contudo nada pára aqui, porque a ligação professor – aluno passava desse limite… muitas da vezes, fora das salas de aulas, e por vezes dentro, via-se algo muito equivalente a uma relação de amizade, de cumplicidade, de fraternidade. Se hoje sou uma pessoa licenciada, com um percurso académico de bom nível do ponto de vista geral… mas que para mim, na minha maneira de ver foi muito bom… Mas isso o devo sobretudo a uma pessoa: Professor Paulo Silva. Esse mesmo homem sempre foi um exemplo para mim, como um ídolo ou algo que pode ter características muito semelhantes. Um exemplo disso é sem dúvida um pequeno momento que me ficou na cabeça e nunca mais me deixou. Para explicar a acentuação das palavras em português, de pois do almoço, este mesmo professor chamou-me para o bar e estivemos um pouco a falar sobre o assunto… tal como este, tenho muitas recordações muito boas. Foi ali que conheci muitas pessoas, tanto os alunos como pessoas que lá trabalhavam… gente de quem guardei imagens e mesmo passados 6 anos ainda guardo juntamente com saudade de lá voltar.
Um dia tirarei um momento para ir lá e voltar a ver a escola que me ensinou muito, que me pôs no caminho do sucesso onde hoje eu estou…

Tony Carvalho

Vontade

Quando menos esperamos o mundo desmorona-se perante tudo e todos.
Aqui sentada quando a vontade é fugir.
Aqui sentada quando a vontade é desaparecer.
Aqui sentada quando a vontade é reagir e não conseguir.
Aqui sentada quando a vontade é morrer.
Não há vontade para nada, rir, alegrar, felicitar, solicitar e muito mais, só desaparecer para outro lado, para outra terra, outra casa, outra vida, outra família, outros amigos.
Ninguém entende, ninguém pergunta, pois é tão invisível, tão insignificante para a que rodeia, só tiram conclusões precipitadas, não sabem distinguir a tristeza da chatice.
Tudo e todos preferem ignorar, não ver, fazer sentir invisível e insignificante, pois, dão atenção ao que querem e abusam do que têm naquele momento, troçando, rindo pois acham mais interessante do que dar realmente atenção ao que devem.
Tudo o que fosse mania havia de acabar. Chega! Chega de pensar erradamente sobre algo, chega de só dar atenção ao que se quer, chega de ignorar os outros. Chega! Acabou!
Tudo aquilo que acredita e quer e sonha vai-se embora numa fracção de segundos, de um momento para o outro, sem um adeus.
Abandono devia ser proibido, em todos os casos pois é desprezível, quem decidisse essa situação deveria deixar de existir, desaparecer, evaporar-se pois sentem-se como que mais pequeno que um insecto minúsculo, triste, vontade de chorar, sair do lugar onde se encontra no momento, ignora claramente pois tem prazer no que faz.
Fala do que lhe apetece, bem ou mal, para tal tanto faz que seja agressão ou defendera, desde que tenha algo que não faça adormecer e passa mel onde quer, a quem quer, destrói o que quer.
Destrói muito pois o outro é que fica mal, desanimado, e até que pensa, de que vale viver? Porque está aqui? Que faz aqui? Que quer? Não há respostas para tais questões tão difíceis, pois, ninguém tem essas respostas.

Afinal não serve de muito…

Desde muito cedo dei por mim a desenvolver uma personalidade baseada na rectidão das decisões, desde sempre me ensinaram em nunca fazer determinadas coisas e que pelo contrário tinha fazer tais coisas… de nada valeu, porque afinal de contas não é isso que nos deixa lutar pelo que nós queremos… sempre sonhei que amar iria ser uma coisa muito boa… no qual duas pessoas trocam os seus sentimentos através de demonstração de sentimentos… nisso inclui-se as maiores barbaridades que se dizem sem saber o que dizer, as promessas que muitas vezes não de comprem, os beijos tanto dados como roubados… até chegar ao ponto de falar em fazer amor… expoente máximo de tudo isso… bem disse fazer amor, no não se inclui o factor puro sexo… Ideias muito bonitas… mas que afinal de contas não servem de nada…
Vi que tudo isso era uma mentira, vi que nada era exactamente assim… aliás vi que nada era assim… vi que mais se via para o presente de curto prazo… o presente que não de todo para saber o que é viver sentindo… viver tendo o sentimento presente de que o amor existe… de corpo e alma… Afinal de contas meus belos ideais acabaram em ruínas destruídas por algo de mais mesquinho… afinal de contas os grandes acabam sempre dominados pelos mais pequenos… tal como Roma dominou a Grécia… Tal como ela, por sua vez pelos bárbaros… e nada consegue deter isso… e fico pensando nisso… E como tenho que ficar então? E a pergunta fica sem resposta…
Passado algum tempo, depois de me deixar de tolices que não me levavam a lado nenhum, depois de deixar de acreditar que o der humano tem capacidade de saber viver como de facto tem algum sentido, pensei que afinal de contas sou eu quem está deslocado no tempo… talvez seja… não sei… mas foi uma ideia que ficou muito tempo invadindo o meu cérebro… E foi crescendo com isso em mente…
Até à pouco pensei que em me apresentando mais seguro perante a sociedade me daria autoridade para poder escolher as armas que me dava o direito de poder ser como sou independentemente do que os outros pensem… apenas trabalhar para mim… fazer o que realmente me dava na real gana… mas sei que não dá muito bem e realmente rapidamente notei que não mudava muito em tudo o que eu queria… nada mudava de todo… foi o momento em que me deixou perdido, foi o momento que me matou em todos os sentidos… e agora não sei quem eu sou, não sei o que eu quero… não sei de nada… e assim estou… perdido… e sem saber o que fazer…
Agora que tentei viver segundo dois modos diferentes, agora que tentei ter o que mais queria que era ter os meus ideais que me fizeram crescer enquanto pessoa e que eram factor de demonstração de sabedoria e de emoção controlada… tudo com vista a uma vida que daria acesso a uma satisfação mental e internamente gratificante… com a companhia de momentos perfeitos a serem recordados… a serem aceites… e mais alguma coisa… Mas não consigo viver assim… agora não sei como fazer porque se o método primeiro não deu em nada… se o segundo nada mudou… como se faz?

munina krisss 2

Indecisa por tudo infeliz para todos. Tudo cego tudo mudo são não chove nem faz sol. Como sempre invisível nada dá por nada. Sem razão de sol só quer chover, pois, ao chover sai tudo, fica mais limpo mas nem sempre. Contudo não pode chover porque tem que estar sol mas não consegue. Só quer chover mas está invisível. Nada vê, quer dizer, vê mas faz para não, pois, só quer saber de si e mais nada. Está bem quente, pois, nunca brilha sozinha, se deixa as estrelas já tem outras à espera. É injusto haver coisas assim nunca se pensa no resto, só no próprio. Desistência é o que a chuva quer mas não consegue, pois, só quer chover. Quando está a chover há algo mais que chove e então ainda mais invisível fica à vista de tudo. Deixou a estrela e anda com a sua outra estrela, pois, não lhe interessa nada e não a vê, quer dizer, dá a entender que é invisível.

Por fim chove torrencialmente sem conseguir parar, pois, não há mais sol nem lua nem estrelas. Um buraco negro que suga tudo à passagem, Cada vez chove mais sem parar e quase sugada pelo buraco negro quase a desaparecer e ao abalar, abala tudo, céu e terra, sol e lua, mar, estrelas. Apesar de tudo deseja parar mas não consegue, pois, gosta de si assim, molhada. Podia ser só um simples pesadelo para assim terminar ao acordar.

munina krisss

munina krisss

Quando menos esperamos o mundo desmorona-se perante tudo e todos.
Aqui sentada quando a vontade é fugir.
Aqui sentada quando a vontade é desaparecer.
Aqui sentada quando a vontade é reagir e não conseguir.
Aqui sentada quando a vontade é morrer.
Não há vontade para nada, rir, alegrar, felicitar, solicitar e muito mais, só desaparecer para outro lado, para outra terra, outra casa, outra vida, outra família, outros amigos.
Ninguém entende, ninguém pergunta, pois é tão invisível, tão insignificante para a que rodeia, só tiram conclusões precipitadas, não sabem distinguir a tristeza da chatice.
Tudo e todos preferem ignorar, não ver, fazer sentir invisível e insignificante, pois, dão atenção ao que querem e abusam do que têm naquele momento, troçando, rindo pois acham mais interessante do que dar realmente atenção ao que devem.
Tudo o que fosse mania havia de acabar. Chega! Chega de pensar erradamente sobre algo, chega de só dar atenção ao que se quer, chega de ignorar os outros. Chega! Acabou!
Tudo aquilo que acredita e quer e sonha vai-se embora numa fracção de segundos, de um momento para o outro, sem um adeus.
Abandono devia ser proibido, em todos os casos pois é desprezível, quem decidisse essa situação deveria deixar de existir, desaparecer, evaporar-se pois sentem-se como que mais pequeno que um insecto minúsculo, triste, vontade de chorar, sair do lugar onde se encontra no momento, ignora claramente pois tem prazer no que faz.
Fala do que lhe apetece, bem ou mal, para tal tanto faz que seja agressão ou defendera, desde que tenha algo que não faça adormecer e passa mel onde quer, a quem quer, destrói o que quer.

munina krisss